Super-homem supera a superfície

É mais difícil escrever quando você tem muito pra falar.
Tão mais difícil fica quando além de muito que dizer você tem muitos para quem dizer.
Aí eu penso, que difícil fica quando você começa as coisas com “difícil”.
Fácil é escrever o que você sente, seja uma palavra ou mil palavrões; fácil é escrever para você mesmo e deixar que os poucos ou muitos olhos leiam, que as bocas repitam se formigarem num desejo louco de fazer os ouvidos escutarem com o seu próprio tom de voz as palavras alheias emprestadas de segredos meus e alguns outros públicos que não me pertencem.

Se não, não. Há vezes que não cabe uma palavra muito grande no lugar de um sentimento que anda ali apertado; noutras um sorriso não combina com uma lágrima que precisa ser rolada rosto a baixo. É mais fácil escrever quando não se quer escrever, quando o que se diz salta do coração direto pro papel, pra tela, e as mãos param inconformadas. Deixaram escapar...

Ao conversar com um amigo de longa data, que há muito não vejo, digo a ele a respeito do amor que sinto pela minha mulher:

“Não tem preço igual. Não tem sabor igual. Não tem cor igual. Só quem descobriu e quem acorda com esse gosto na boca sabe o valor de enxergar a cor desse sentimento, né Bino?!”

"...né, Bino?!" porque ele compartilha tal sentimento com a pequena dele, então eu pergunto-afirmo pra ele sobre essa certeza. Mas o que eu quero dizer com isso? Pra mim significa muita coisa. Pra você, eu não sei. Pode ser que nada. Eu só achei bonito e fui eu quem fiz. Grande merda!? Tudo bem... é meu. É o que digo. Escrevi pra mim. Por um lado escrevi pra ele, mas por mim. E eu achei lindo porque eu assim sinto sim, lindo como o som desses fonemas irmãos que acabaram de ficar para trás.

Eu vou parar de escrever, porque eu complico tudo quando penso em escrever o que penso. Eu juro que penso tudo fácil. Mas quando sai da cabeça fica assim hermético, que eu preciso reler pra ter certeza que era isso que eu pensei, em português. Chego até a pensar “que cara triste que escreveu isso” e depois me dou conta que fui eu aqui quem o fiz, e de triste não tenho nada. Tenho uma borboleta, e quem tem uma borboleta sabe que não se consegue ficar triste. E nem se quer ficar, certo? Fracasso certo.

É fácil fazer qualquer coisa quando você aposenta o crítico cinza e ranzinza dentro de você e assume a criança perante o primeiro arco-íris da sua vida. E os sorrisos brotam no rosto e as mãos não se sentem mais desamparadas, não deixam escapar nada e você dança a música e cria uma vida que não vai precisar, necessariamente, de ar para viver, mas que se vida ela trouxer poderá dar um novo ar na vida de quem precisa mais que oxigênio para sorrir e seguir adiante achando que é fácil ser feliz.

***

Esse querido chimpanzé acima gostaria de dizer que é muito bom ouvir Rage Against The Machine quando se pensa em devolver a vida ao seu blog e muito bom também é ouvir Embrace quando se resolve devolver a vida ao dito cujo. E depois de ler o que foi escrito antes de aparecer o seu retrato o chimpanzé lembrou de um poema que viu certa vez. O desencontro da incerteza. Muito bonito o poema, sim. Ele, como o vento, traz ares de vários nortes e cabe ao momento que se vive o tom que ele vai ter. Certa vez disse um professor meu: "O jiló amarga conforme o tempero".

O desencontro da incerteza
 
"Na incerteza da vida,
que o futuro impreciso,
não tome rumos
tão incertos e
tão diversos.
 
Para que não se percam
nas incertezas dos caminhos
inversos do esparso universo,
 
Ao ponto de não se encontrarem
nunca mais,
em  um
 
simples,
 
e
 
único
 
verso".

Autor desconhecido, mas por favor não assumam a identidade dele.

Abraços e um beijo muito muito muito gostoso pra quem ama quem ama jiló.

O primeiro encontro

Olá pessoal! 

O "Blog Diariomente" está entrando na blogosfera hoje, nesta madrugada do dia 1º de setembro de 2006. Há muito tempo eu pensei em fazer um blog e dividir aqui alguns pensamentos, conhecimentos, trabalhos e abobrinhas, por que não? Como um bom libriano eu me enrolei, e pensei, e ponderei e estaria enovelado até agora se não fosse uma comunidade que encontrei no Orkut. Noutro momento eu conto essa história certinho, mas agora estou chegando com as malas, as caixas, e uma porção de enrolações, ponderações e "serás" librianos.

Meu nome é Fernando. Tenho quatro sobrenomes, mas pra agilizar atendo pelo monossilábico e solitário "Sá". Sou estudante de Publicidade e Propaganda, trabalho num bureau de artes gráficas, mas sou apaixonado - inclusive - pela redação. Com o tempo quero aprender a usar melhor as configurações desse blog da Uol e destinar um espaço dele ao meu portfólio. As três peças seguintes são outdoors referentes a um job fictício - eu disse fictício, hein meus caros - pedido pela Kraft Foods para o lançamento de um novo sabor do chocolate Bis. O novo sabor é Abacaxi. Delícia, não? Fico por aqui hoje. Como disse, estou de mudança, ainda atordoado e o cheiro de tinta misturado ao sono da madrugada me leva aos braços de Morfeu já que as asas da minha borboleta estão recolhidas no sono dos justos. Até logo, pessoal. Apareçam pra uma cervejinha, uns amendoins e uns causos.

Obs: Ainda não tenho muita noção do tamanho das imagens a disponibilizar aqui. Ao editar esse post, achei que talvez a assinatura da peça, ao lado da logo do Bis não estivesse muito legível, então vou escrever aqui: "Wafer, chocolate e abacaxi. Quem encara pede bis".

 

 

 




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